História

OS HOSPITAIS DA SANTA CASA
DA MISERICÓRDIA DE FÃO

1 – Vamos dar uma ideia geral do que ocorreu ao longo dos anos com a assistência na doença sob orientação da Santa Casa da Misericórdia de Fão.

Não entraremos em pormenores, fazendo uma história profunda desta importantíssima acção social da irmandade. Não temos tempo para o fazer.

Há alguns trabalhos feitos sobre esta matéria, embora de forma incompleta. É o caso do Tombo do hospital, organizado após a inauguração do hospital velho, sendo seu autor o Dr. José da Silva Lopes Cardoso, bacharel em direito. Foi Administrador do Concelho e Presidente da Câmara Municipal de Esposende. E do Doutor Armando Saraiva em «O Novo Fangueiro», n.° 44 – Perfil Dr. Adindo Correia Leite, e n.° 68, perfil de Francisco Dias dos Santos Borda.

2 – O aparecimento do primeiro hospital coincide com a construção da igreja da Misericórdia. Nessa altura erigiram uma pequena casa que se destinou ao Hospital e mais tarde serviu de residência ao servo t’1.

Não se tratava de um Hospital, como hoje entendemos, com enfermarias, salas de operações, consultórios médicos, etc. Era apenas uma modesta casa para servir de hospedaria para dar pousada aos peregrinos e tratar as suas chagas, que, na época, eram desinfectadas com vinagre. Aí repousavam até três dias, salvo se estivessem doentes, em que a estada podia ser mais prolongada. Depois seguiam viagem.

É possível que então já acolhesse temporariamente indigentes de Fão, doentes, sem pessoas que os amparassem em casa.

Manuel Ayres Falcão Machado diz que o primeiro hospital da Misericórdia já funcionava em 1630 ‘2’.

Teotónio da Fonseca refere a data de 1632 t’1. Isso é também confirmado por Américo Costa

O facto de Madalena André em 29/06/1632, quando se comprometeu a construir a capela-mor dizer que o fazia «…por a dita Santa Casa ser muito pequena e não ter possibilidade por ser muito pobre, para o fazer, e os gastos da casa serem muito grandes com obras de caridade em que se emprega…», leva-nos a pensar que, uma dessas importantes despesas fosse com o hospital.

(1) Notícia no tombo de 1849, fls. 124 e Tombo do hospital, fls. 2 verso. (2) «Esposende – Monografia do Concelho», pág. 47. (3) «Esposende e o seu Concelho» pág. 306-307. (4) Dicionário Chorographico de Portugal Continental e Insular, vol. VI, edição 1938.

3 – Em 1749, a 8 de Abril, a Mesa tomou a resolução de colocar o Santíssimo na Igreja da Misericórdia. Do acórdão consta: «…para assim acudir com o sagrado viático aos pobres que enfermarem no hospital, como muitas vezes tem sucedido» e o tombo esclarece tratar-se da casa conde nos nossos dias morava o servo, antes de se fazer a obras do novo hospital». (o primeiro servo foi nomeado a 4/06/1797) t4^).

4 – É certo que a 23 de Maio de 1758 os párocos de Fão, Esposende e Gandra dizem, no Inquérito Paroquial: «tem casa da Misericórdia por alvará assinado pela real mão no ano de 1601, em que lhe concede os mesmos privilégios, e intenções da Misericórdia de Lisboa. Tem de renda cada ano cento e sessenta mil reis – e pagos os legados, a que é obrigada, ficar-lhe-à daquilo – cinquenta mil reis» e no parágrafo anterior: «não tem hospital» (5~. Cremos que devem querer dizer não tinha um hospital como hoje entendemos e nessa altura já existia em terras importantes. Isto não invalida o que consta do tombo nem do acórdão de 1749. A casa térrea devia estar a ser usada apenas como local de acolhimento temporário de peregrinos e doentes pobres de Fão.

5 – Quando, a 21/09/1778 é lavrado um acórdão fixando a remuneração do capelão e suas obrigações e nomearam o reverendo Francisco Alvares Leite, de Fão, para o cargo, anota-se nas obrigações: «…benzer a água das pias e acompanhará a bandeira quando sair, e quando houver DOENTES NO HOSPITAL os visitará, confessará e ajudará a bem morrer…»

6 – A 26/04/1801 (acórdão) a mesa resolveu «…acrescer a CASA DO HOSPITAL, unida à mesma Santa Casa da Misericórdia, de se levantar em torre de forma que nela mais comodamente se possam tratar dos enfermos mais pobres e necessitados, atendendo-se mais aos naturais desta freguesia de S. Paio de Fão, para o que já se tentam em se dar principio à obra com maior brevidade, enquanto se não finalizar, não se perderá de vista o tratar-se ainda mesmo dos enfermos, que adoecerem nesta freguesia mais do que o costume este sentimento em que todos os Mesários e Irmãos uniformemente concordaram». Era Provedor Manuel José Alves Leite, secretário Manuel Joaquim Braga e tesoureiro António José Cardoso (6).

Não conseguiram concretizar a obra por falta de recursos financeiros, mas isso não impediu, de «tratar-se dos enfermos».

7 – A 10/04/1848 a Mesa resolveu retomar a ideia de fazer as obras previstas a 26/04/1801 e não concretizadas. A 22 de Agosto desse ano optam por obras mais profundas e resolveram aumentar as obras da sala do Cabido e acrescentar uma sala sobre a sacristia. A obra compreendia a elevação do edifício (casa do servo e sacristia) por todos os lados até à altura da cornija da capela, fazendo-se na frente três janelas e sobre o telhado do servo uma janela, porta do pátio, uma janela do lado sul sobre a sacristia, dividindo 0 compartimento assim criado em duas salas: Uma para o lado da sacristia e outra onde era o Cabido.
Uma destas salas foi dedicada a uma enfermaria.

Agora poderá dizer-se que foi construído um pequeno hospital, constituído por uma ENFERMARIA.

(4A) Tombo 1849, fls. 124.

(5) «S Payo de Fam», António Losa, B. C. de Esposende n.° 5 Junho 1984, pág. 68. (6) Livro de Acórdãos 1727/1845, tls. 43.

8 – HOSPITAL A SÉRIO – Pelo citado acórdão de 26/10/1849 foi decidido construir um verdadeiro hospital: Levantar um novo edificio, construindo para «nascente até à quina e daí ao sul até à parede do quintal desta Santa Casa, fazendo-se esta obra ficaria tudo para um hospital com boas comodidades para as funções desse mesmo Hospital.

Hospital Velho

Como não tinham os fundos necessários fizeram uma campanha com circulares, junto aos fangueiros e párocos de freguesias vizinhas (‘).

A mesa era constituída por João Barbosa, Provedor, José Ferreira Alegre Salgado, Secretário, António de Jesus Ferreira, Tesoureiro e Irmãos Joaquim José Gomes do Sacramento, José da Silva Areas, Joaquim Gonçalves Estela e Irmãos do mar João Gonçalves Moledo, José de Carvalho Barcelista, Francisco dos Reis e Lourenço da Silva Areias.

8.1 – Feita a planta da obra, foi posta a concurso em 19/05/1850 – a obra de pedreiro foi entregue ao mestre pedreiro António Francisco ~~~.

(7) Tombo Hospital, fls. 3. (8) Tombo Hospital, fls. 3.

Formou-se então uma comissão para realizar as obras, constituída por: padre Manuel Leite Ribeiro, José Joaquim Cardoso; Francisco Dias dos Santos Borda e António José Vila-Chã Júnior. Ficou como presidente o provedor João Barbosa.

8.2 – A obra ficou concluída a 26/05/1853, dia do corpo de Deus, data da inauguração festiva. O hospital passou a chamar-se de «Corpus Christi». Era provedor Francisco Dias dos Santos Borda ‘9’.

Mas, devido à falta de meios, o hospital veio a ser encerrado em finais de 1854 c’

8.3 – É interessante anotar-se que a Mesa, elaborou Estatutos para poder reabrir o hospital, que mandou para o Senhor João dos Santos Cardoso, o maior benfeitor do hospital, com o fim deste fazer correcções que entendesse, como primeiro fundador.

Da carta de remessa consta: «…como nesta não havia papel selado Imperial vai o requerimento em papel comum, e como os de Esposende tem requerido ao governo a supressão desta Misericórdia para os fundos dela irem para Esposende, como cabeça de Concelho, AINDA QUE ESTA MISERICÓRDIA É MAIS VELHA, não convém ser ali selado o requerimento, por isso peço a Vossa Senhoria tenha a bondade de lembrar ao seu amigo para Lisboa para selar lá t”).

8.4 – Foi graças à herança recebida do Senhor João dos Santos Cardoso que foi possível relançar o Hospital. Ele deixou ao Hospital de Fão a 8.a parte do remanescente da sua fortuna, então avaliada em catorze contos de réis, embora com encargos pios. Faleceu a 12 de Dezembro de 1854.

8.5 – Devido à benemerência do Senhor Cardoso mudaram o nome do hospital para «Hospital S. João de Deus», homenageando a sua memória e venerando também o Santo Português que se dedicara à cura dos enfermos miseráveis (‘z).

8.6 – O hospital reabriu a 2 de Fevereiro de 1855.

9 – CAPITAIS – No inquérito feito ao concelho de Esposende em 15/10/1866 consta que a Misericórdia de Esposende tinha uma dotação aproximada de 10 contos de réis em dinheiro e três mil e seiscentos réis em bens de raiz, tendo recurso de seiscentos e oitenta mil réis aproximadamente.

(9) Tombo Hospital, 17s 3 verso, (9) Tombo Hospital fls. 4 verso. (l0) Acórdão de 19/11/1854. (11) Tombo Hospital, fls. 6 verso. (l2) Acórdão da Mesa de 5/10/1902 e acórdão de 8/01/1855.

Não tinha Hospital, mas estava próximo a tê-lo. O edifício poderia albergar 12 a 20 pobres.

A Misericórdia de Fão tinha a dotação de um conto de réis, aproximadamente e recursos de quinhentos mil réis. Tinha o hospital de S. João de Deus, administrado pela Misericórdia de Fão, com dotação de 10.897.100 réis e recursos de 544.855 réis e albergava então 6 pobres, mas com capacidade para 11: «edifício novo e que tem todas as condições precisas».

Referia também que a nossa Misericórdia socorria no domicílio 2 pobres e gastava, além disso, em esmolas parciais, cerca 49.000 réis e em géneros 45 alqueires de milho (‘3).

A acta da Junta da paróquia de Fão, com data de 16/02/1867, em que se regista um pedido de tabelião para Fão, refere que a Misericórdia, com o seu hospital, tem de capital a juros vinte contos de réis.

10 – ESTATUTOS – Os Estatutos do Hospital foram aprovados em sessão da Mesa em 31/08/1854 e por decreto de 3/01/1855 e alvará de El- Rei D. Fernando, regente na menoridade do filho, o Rei D. Pedro V, com data de 10/01/1855 t141.

10.1 – Pelos Estatutos vê-se que o Hospital tinha duas enfermarias, uma para cada sexo e salas para acolher pessoas que pagassem diariamente quatrocentos e oitenta reis, ou o que se ajustasse, conforme a «moléstia da pessoa» (art.° 6).

10.2 – Como os Estatutos previam no seu artigo 2.° que a Mesa do hospital seria diferente da Mesa da Misericórdia, embora o provedor pudesse ser o mesmo e isso não era funcional, foi feita uma rectificação aos estatutos, pela qual a Mesa da Misericórdia passaria a superintender também no Hospital, isto é, ficava a existir uma só mesa.

A alteração foi aprovada por El- Rei D. Luís por carta de 27/09/1862.

É de frisar que desse documento se refere Fão como Vila.

11 – CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL – ASILO S. JOÃO DE DEUS

11.1 – Foi constituída uma comissão em Julho de 1902, sob a presidência do Dr. Augusto Moreira Pinto. Era composta pelos Srs: Padre Gonçalo Lourenço Cardoso Viana, prior de Fão, Francisco Fernandes Gaifém, António Dias dos Santos, Manuel José Magalhães e João Victor Carneiro.

(13) Dr. Manuel A . Penteado Neiva, no B.C. de Esposende, n.° 7/8 pag. 9.

(14) 0 Dr. Antunes Abreu em < O Arquivo e O S.C.M de Fão» pag. 8, refere regente D. João a 10 de Janeiro de 1805: Foi lapso, pois o alvará é de 1855 como se encontra exarado nos Estatutos.

11.2 – O plano da obra foi idealizado pelo prior Gonçalo Viana, para ser construído no lugar do Alto o novo edifício para a Misericórdia, que albergasse a sede da instituição, o Hospital e um Asilo.

11.3 – Concluíram o edifício em 1908. A sua entrega à Misericórdia teve lugar a 30/09/1908. Foi feita nesse dia uma escritura de entrega no tabelião José António Pereira Vilela, de Esposende, que se deslocou à nova sede da instituição para lavrar o documento. Da comissão havia falecido o prior e

Hospital Asilo S. João de Deus

Francisco Gaifém. Presente os outros embora não outorgassem como membros da comissão por servirem na mesa, os senhores Manuel José Magalhães secretário da Mesa e João Victor Carneiro, tesoureiro.

Houve discursos. Assinada a escritura pelas 17 horas, foi servido um copo de água aos convidados e foi aberto o edifício à visita do público.

11.4 – Pelas contas apresentadas vê-se que a obra importou em 13.057.217 réis. Tinham arrecadado 12.985.512 réis.

A Misericórdia assumiu o déficit de 71.705 réis.

Entre os benfeitores que mais contribuíram destaca-se o comendador António Correia Leite, que abriu a subscrição com seis contos de reis e seus familiares deram 650.000 réis.

Francisco campos Morais deu 2.000.000 réis para capital.

Houve contribuição com madeiras dos habitantes de Apúlia e Fonte-Boa.

11.5 – O Guia Ilustrado de Esposende da autoria de Joaquim Leitão, publicado em 1908, diz que o hospital de Fão é «Hospital modelo, luxuosamente amplo, não falta ar nem luz».

O Hospital-Asilo, além de receber pobres de todo o concelho de Esposende, incapacitados, como asilados, tem tratado durante dezena de anos os pobres da zona sul do Cávado. Antigamente havia uma pequena comparticipação do Estado, por cada doente pobre.

12 – ARRANQUE PARA UM HOSPITAL MODERNO

Nos primórdios dos anos cinquenta, deste século, sendo provedor o Prior António Alves Nogueira e vice-provedor o Comandante Augusto José Teixeira, surgiu a oportunidade de uma equipa de cirurgiões, chefiada pelo Dr. Queirós de Faria, passar a operar em Fão.

12.1 – Apelos lançados aos Fangueiros ausentes tiveram como resultado:

Avelino Pires Carneiro mandou do Brasil sessenta mil escudos para a sala de operações, para lhe ser dado o nome de sua mãe (‘S);

Joaquim José Domingues Mariz enviou, do Brasil, sessenta e dois mil escudos para o mesmo fim. Face à doação anterior, autorizou que a verba fosse aplicada para instalação de um gabinete médico-dentário (onde hoje está a recepção, lado sul).

Artur Sobral pagou a sala de urgências (onde hoje está a recepção do lado norte).

12.2 – Vários fangueiros deram verbas para apetrechar a sala de operações para a tornar operacional. Mais uma vez importante contribuição de Joaquim Mariz (vinte e cinco mil escudos) (“).

12.3 – O gabinete dentário começou a funcionar em Fevereiro de 1953 “6’.

12.4 – Foi instalado o aparelho de raios X. (‘8).

12.5 – Iniciando-se as operações em Fão pela equipa do Dr. Queirós de Faria, cedo se tornou necessário ampliar o Hospital e fazer novos arranjos internos para criar quartos particulares e a Maternidade.

12.6 – Em breve, mais médicos aderem ao Hospital e mais e variadas operações passam a ter lugar, além de se abrir uma gama variada de especialidades médicas para atendimento dos doentes.

13-O LAR

Na gerência do padre Avelino Pinheiro Borda, como provedor, preparou-se um projecto para a construção de um Lar, anexo ao Hospital, para libertar espaços ocupados pelos asilados no interior do edifício sede.

Entretanto o padre Avelino Borda pediu a exoneração.

Em Assembleia Geral de Agosto de 1977 foi eleita uma nova Mesa presidida pelo Sr. Celestino Cubelo de Faria Morais.

(15) “Jornal – O Cávado” de 14/08/1952. (16) idem,de 22/02/1953. (17) idem, 27/10/1957. (18) idem, 07/12/1952.

Põe em andamento a construção do Lar, que veio a ser inaugurado em 1 de Junho 1980 – no dia do Idoso. Nesse dia fizeram a abertura simbólica do Lar, a todas as pessoas, coincidindo com uma exposição de trabalhos das crianças das escolas primárias de Fão, Apúlia, Fonte-Boa e Rio-Tinto. Foram atribuídos prémios simbólicos. A inauguração oficial do Lar São João de Deus teve lugar em 14-12-1980.

Foi cantada missa na Capela do Hospital, sendo o celebrante o capelão (supomos tratar-se do Pároco de Fão, Padre Vilar) (‘y).

E Fão passou a dispor de um Lar moderno e modelar, muito procurado até por pessoas abastadas, de terras distantes, que atraídas pela sua boa fama, aqui querem passar os últimos anos de suas vidas. Mas nesse Lar continuaram a ser recebidos os velhinhos pobres.

14 – CAPELA DO HOSPITAL

Com a construção do Lar, também foi construída uma capela moderna e ampla, junto ao Lar, onde o Reverendo Prior Padre José Valentim Pereira Vilar celebra missa várias vezes na semana, assistindo aos doentes e hóspedes do Lar.

Nessa capela também celebra aos sábados às 17 Horas, o capelão padre Manuel Alves Coutinho, que presta os seus serviços aos doentes e residentes no Lar.

15 – JARDIM INFANTIL

Também sobre a égide de Celestino Cubelo Morais e sua equipa, surgiu em Santa Bárbara, um modelar infantário, que presta valiosa ajuda no acolhimento e orientação dos filhos dos fangueiros. Foi inaugurado em 23 de Junho de 1987.

16 – E A CASA NÃO PARA DE CRESCER

Na gerência de Celestino Cubelo Morais e seus colegas de Mesa, surgiram mais e muitas realizações que têm provocado enorme crescimento da Misericórdia de Fão.

16.1 – Assim, foi criado um bloco de Urgência que funciona 24 horas por dia.

16.2 – O Hospital foi remodelado e apetrechado com duas modernas salas de operações, gabinetes para consultas médicas, novo e moderno gabinete médico-dentário, serviço de Fisiatria, Tac, recolha de sangue para análises, etc.

Novas equipas de médicos passaram a prestar serviço no Hospital que é hoje uma modelar Casa de Saúde, servindo não só Fão e a parte Sul do concelho, mas estendendo a sua acção a todo o concelho e mesmo terras mais distantes.

(l9) neta ele 11/05/1980.

16.3 – E A CASA NÃO PARA DE CRESCER – Em breve ficará pronta uma nova ala sul, onde passará a funcionar o Tac, RX, Secretaria, Arquivo e Gabinetes dos Médicos.